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ESTREVISTAS
02-06-2016 08:06:41
ENTREVISTA: CARLA CONTI – ‘Faremos a reitoria da UEG ter presença real e acessível em todos os câmpus’

Candidata à reitoria da Universidade Estadual de Goiás defende uma gestão descentralizada, algo que, segundo ela, não acontece na atual administração.

Doutora em Políticas Públicas com pós-doutorado pela Universidade do Porto, a professora Carla Conti é professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG) desde a sua criação, em 1999, e agora anuncia sua candidatura à reitoria. Porém, ela faz questão de deixar bem claro: “A candidatura não é minha. Eu sou o rosto de uma candidatura que surgiu do desejo de muitos de meus pares que, como eu, querem ver a nossa Universidade mudar”.

Carla Conti é conhecida por muitos dos professores da UEG pelo interior do estado, sendo ela mesma diretora de uma unidade no interior, o Câmpus Inhumas. Com esse apoio, ela está indo a todos os câmpus da Universidade pelo estado para apresentar suas propostas e Uruaçu é uma das primeiras cidades para as quais ela se dirige.

Nesta entrevista, Carla Conti diz que a candidatura a qual representa é oposição à atual administração e faz questão de pontuar: “A UEG que queremos vai além desta. Queremos uma Universidade que olhe adiante e garanta suas conquistas. Queremos uma UEG que se posicione como uma instituição respeitada e de qualidade”. Leia.

 

É fato que as universidades brasileiras precisam ser modernizadas. A questão é: em meio a uma crise financeiro-econômica como a que vive o Brasil, as instituições públicas de ensino superior passam por dificuldades. Como resolver isso?

Quando estamos diante de uma situação difícil ou uma crise, encontrar a solução significa entrar na discussão sobre inovação, pois ela surge a partir da necessidade de tomada de decisão. Na Universidade, quando estamos diante de situações difíceis, devemos recorrer ao que temos de mais precioso que são as pessoas, isto é, considerar o conhecimento diverso que as pessoas relacionadas à Universidade têm.

Então, é necessário criar estratégias de comunicação e espaços para que as pessoas possam expressar o seu conhecimento, pois ele pode ser utilizado para resolver problemas cotidianos, contornando as dificuldades e se preparando para diferentes situações. Modernizar as instituições de ensino superior seria adequá-las à realidade e reconhecer as capacidades e competências das pessoas que compõem seu quadro de servidores. É acreditar que “santo de casa faz milagre”.

 

Nesse sentido, uma universidade como a UEG pode fazer mais pela sociedade, isto é, avançar em qualidade?

Sim. Se considerarmos as potencialidades das diferentes regiões do estado de Goiás, e as diversas áreas de estudo e pesquisa da UEG, podemos considerar que temos condição de, por meio das pesquisas realizadas por professores e da interação com a comunidade, gerar novos conhecimentos e crescer no que diz respeito à inovação em diversos setores. As várias regiões de Goiás têm condições de produzir conhecimento e, por meio dele, criar, inovar e potencializar seus produtos e processos. E essa condição de produção de saberes se realiza na medida em que existe um relacionamento entre a Universidade e a comunidade local. Isso se dá por meio da inter-relação entre as diversas instituições públicas e privadas da sociedade, fazendo da Universidade uma fonte de inovação.

 

A senhora é professora da UEG desde que ela foi criada, em 1999, e agora se candidata à reitoria. Por que se candidatar agora?

Nós registramos a candidatura no dia 20 de maio. Eu digo registramos &&& porque a candidatura não é minha. Eu sou o rosto de uma candidatura que surgiu do desejo de muitos de meus pares que, como eu, querem ver a nossa Universidade mudar. Nosso objetivo é fazer com que a UEG avance e cumpra seu compromisso de promover a ascensão social, financeira, cultural e profissional dos cidadãos goianos de uma maneira ainda mais qualificada e sustentável. A atual gestão já não ouve seus quadros e a Universidade passa por momentos de centralização de poder e tomada de decisões unilaterais, o que não é democrático nem compatível com uma instituição como a UEG. Por isso, fui chamada por meus pares para levar adiante uma candidatura que tem como bandeira a mudança. Somos muitos e caminhamos juntos, ouvindo uns aos outros. A UEG não pode ter uma administração centralizada, que não entende a pluralidade da instituição e que não escuta seus professores, alunos e servidores. Acreditamos em uma gestão descentralizada, fazendo a reitoria ter presença real e que seja acessível a todos os câmpus. O diálogo é a ferramenta para dar mais agilidade à solução dos problemas. Além disso, a descentralização da gestão garante espaço para algo essencial: a transparência.

 

Caso seja eleita, o que será feito para que isso seja realizado?

A UEG precisa se modernizar, se equipar com recursos tecnológicos, comunicar-se com eficiência e possibilitar o compartilhamento das informações em rede. Tudo isso deve ser feito com o objetivo de assegurar a melhoria nas condições de trabalho do professor, dos técnico-administrativos e um real atendimento às necessidades dos alunos. A UEG precisa olhar adiante e garantir suas conquistas, se posicionar como uma instituição respeitada e de qualidade. Esta é a UEG que queremos. Para responder de maneira prática, a melhoria nas condições de trabalho do professor inclui, entre outras ações: a revisão das exigências para o regime de trabalho, assim como das condições físicas e materiais para o exercício da docência e valorização da carreira. Devemos entender que a UEG forma o profissional para o futuro e, por isso, precisa priorizar a tecnologia e se modernizar para garantir, por exemplo, o acesso de todos a uma biblioteca digital. Já a melhoria da condição de trabalho para os servidores deve compreender uma preocupação com a segurança, com a saúde e com a qualificação profissional. Da mesma forma, atender de forma real as necessidades do aluno implica em aprimorar, por exemplo, o sistema de atribuição das bolsas permanência, condições de saúde e de alimentação. Todas essas propostas podem ser realizadas. Como? Por meio de parceiras com outras instituições, por exemplo, pois são investimentos; investimentos no que a Universidade tem de mais valioso: as pessoas.

 

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