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04-05-2016 19:05:15
Uruaçu – Faeg orienta e debate impactos da seca na agricultura do Norte goiano

 

Presidente da Faeg, José Mário Schreiner expõe dados em Uruaçu: produção comprometida, reunião emergencial: estimativa de perdas oscila entre 40%; e, 80% (casos de Vicentinópolis e Santa Helena de Goiás) – Fotos: Márcia Cristina/Jota Marcelo

 

Ozires Ribeiro Silva, presidente do Sindicato Rural de Uruaçu (SRU), ladeado por tenente coronel Carlos Lira (Corpo de Bombeiros); Gustavo Dourado, presidente do Sindicato Rural de Porangatu; José Mário; e, Bartolomeu Braz (Faeg/Aprosoja-GO): “O produtor não pode se vê afetado na próxima safra, em função do que é visto hoje”

 

Produtores ouviram orientações, sanaram dúvidas e aguardam medidas emergenciais

 

Prefeita Solange (com decreto em mão) se diz atenta para com os efeitos negativos provocados pela interrupção das chuvas

 

Tenente coronel Carlos Lira: informações técnicas sobre iniciativa de decretar estado de emergência

 

Doutor Sidervane (esq.) (veterinário); Mário Ribeiro Filho (Marinho), pequeno produtor rural, feirante e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uruaçu (SINDIURUAÇU); e, Ozanan Divino Ferreira (Frigorífico Don Garrote). Geralmente, os três participam de eventos classistas

 

Doutor Alarico Júnior, presidente da entidade Cavaleiros de Sant’Ana e diretor do SRU: apoiando a iniciativa em favor dos produtores

 

Maurício Negreiros Velloso, presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg, também ajudou nos trabalhos

                                                                              

Túlio Gracia, vice-presidente do SRU, destaca que o apoio da Faeg e CNA é importante para os produtores

 

Produtores em ação: Eneas Lustosa de Melo (SRU) (esq.), José Mário e Ozires Ribeiro Silva

 

Professor Francisco (esq.), vice-prefeito de Uruaçu; José Mário; e, Abel Ribeiro, presidente do Sindicato Rural de Goianésia

 

Marcelo Braoios, diretor comercial da loja Irriplan; José Mário; e, doutor Rodrigo Fernandes, membro do Sindicato anfitrião e, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) – Subseção Uruaçu

 

José Mário e Weder Ribeiro (diretor do Sindicato Rural de Uruaçu) nos bastidores do evento

 

José Mário, em Brasília na tarde de 4 de maio, falando sobre o Plano Safra 2016/2017: “O documento [liberação oficial de recursos] ainda precisa passar pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central” – Foto: Tony Oliveira e Wenderson Araujo/Divulgação/CNA

 

Envolvendo principalmente a safrinha do milho (milho de segunda safra) – e um pouco a safra de verão –, o impacto da drástica interrupção das chuvas por mais de 30 dias/ da pouca chuva nos últimos meses em praticamente todo o Estado de Goiás é bastante negativo, afetando o volume de produção, causando prejuízos aos empreendedores com e sem financiamentos agrícolas. Ao lado da cultura de soja, há décadas a de milho destaca-se na expansão da atividade agrícola do país. Cultivado em todo o Brasil, o milho é usado diretamente como alimento e em usos alternativos. Para esta safrinha, 5,2% é o crescimento da área cultivada com milho em Goiás, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse aumento pode alcançar 12%.

Diante desse quadro, Sindicatos Rurais buscam orientações e pedem intercessão da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg – via Comissão de Grãos e Oleaginosas), presidida por José Mário Schreiner, que também é um dos cinco vice-presidentes diretores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Cerca de 150 produtores rurais de Uruaçu, Niquelândia, Campinorte, Nova Iguaçu de Goiás, Alto Horizonte, Mara Rosa, Porangatu, São Luiz do Norte, Goianésia, Colinas do Sul e outras cidades se reuniram em caráter emergencial na tarde de 3 de maio na sede do Tatersal José Henrique Paes Ribeiro, localizado no Parque de Exposições Durval Ponce Leones, em Uruaçu.

Coordenando os trabalhos da mesa, José Mário se fez acompanhado de Ozires Silva Ribeiro, Gustavo Castro Dourado Souza Paiva, Abel Ribeiro dos Santos e Alexandre Câmara Bernardes, respectivamente comandantes dos Sindicatos de Uruaçu, Porangatu e Goianésia e, assessor técnico do de Rio Verde e membro da Comissão de Crédito Rural da Faeg. Também por Bartolomeu Braz Pereira, primeiro vice-presidente institucional da Faeg e presidente da Associação dos Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja-GO) e, Tenente Coronel Carlos Borges de Lira (Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás [CBMGO]).

Prefeita de Uruaçu, Solange Bertulino (PMDB) se mostrou solidária com os produtores. “Não fico desapercebida com a causa. Estou junta com os senhores. Uruaçu talvez tenha um dos grandes prejuízos”, discursou, lembrando a grande área local plantada e dados extraoficiais repassados por interlocutores do ramo. Comentando que a Prefeitura decretou situação de emergência, face a escassez de chuvas (confira mais adiante) – em Goiás, a de Silvânia foi a primeira a decretar –, Solange ressaltou ser complicado o produtor rural planejar algo e depois se vê diante de uma realidade diferente. “Os senhores estão certos em solicitar ajuda e a Faeg atendê-los. Os produtores é que dão sustentação ao Brasil”, atestou.

Mesmo chegando atrasada ao acontecimento, em poucos minutos ela se retirou, justificando ter outro compromisso no gabinete da Prefeitura. Nos bastidores, alguns desaprovaram a pouca permanência da mesma. Na conta de Solange no Facebook foi postado à noite: ‘Declaro meu apoio a todos os produtores que representam o sustento da economia do município e de nossa região!’.

Nessa busca de solução para minimizar os prejuízos, o caminho passa por organizada fundamentação e pelo diálogo junto às instituições financeiras, com a certeza de proposta coletiva de prorrogação ou renegociação de financiamentos agrícolas.

Manifestando ser importante os governos das três esferas voltarem atenção especial para a causa, José Mário enfatizou que, ao contrário do imaginado por muitos, o campo e a cidade trabalham juntos. Relatando perdas e dificuldades e, questionando, vários produtores fizeram intervenções aos integrantes da mesa e a outros membros da Faeg. Nenhuma pergunta ficou sem retorno, algumas das respostas desenfreadas por diferentes profissionais.

Atendendo reportagem do Jornal Cidade, José Mário memorizou: a agropecuária representa 52% da exportação do Brasil e 33% dos empregos. “Temos que ser respeitados e ouvidos. Estamos em maio, todos se preparando para comprar insumos para o plantio seguinte, mas também, muitos, preocupados com capacidade de cumprir ou não compromissos assumidos no custeio da safra. Essa aqui é uma classe honesta e trabalhadora que anualmente ajuda o pais crescer”. Comunicou ainda que no ano passado a produção de milho em Goiás superou 9 milhões de toneladas. “Veja bem: mais que a soja, que totalizou 8,6 milhões de toneladas, pois convivemos com problemas de estiagem na safra verão, fase da cultura da soja”.

Solução

Conhecedor nato das ações de defesa civil do CBMGO, Carlos Lira esclareceu: elementos específicos subsidiam o decreto de emergência, para que seja acatado pelo governo federal, listando como exemplos, no caso, registros fotográficos comprovando a estiagem e laudo meteorológico do Estado. Ele sugeriu que a Faeg trabalhe a hipótese de ser emitido decreto único, de âmbito estadual, face o problema da estiagem atingir todo o Estado. Com o que concordaram José Mário e, Augusto César (assessor jurídico da Faeg), que reafirmaram disposição integral para ajudar os produtores em relação ao processo.

A logística engloba detalhes técnicos, administrativos e jurídicos, enalteceu Alexandre ao fazer uso da palavra, alertando que o evento era momento das questões do primeiro tópico. “Esse instrumento já ‘liga a luz amarela’ dos bancos”, categorizou, numa referência ao fato de que a Prefeitura local decretou estado de emergência (falta de chuvas), o que pode “dar subsídio para essa causa”, expôs Solange. Esse entendimento legal e oficial, da parte do Poder Executivo uruaçuense e do Corpo de Bombeiros (igualmente é visto em outras regiões), passa por Goiânia (Governo de Goiás), chegando a Brasília (Congresso). “Não pode é fugir dos bancos”, alertou Alexandre.

Não é a primeira e nem será a última vez que prejuízos ao potencial produtivo da safra, hoje de 40%, em média, são realidade nas atividades do produtor. A tramitação é burocrática, parcelas iniciais de financiamentos estão por vencer em junho, mas o produtor precisa acreditar na volta por cima, motivou José Mário, ao mesmo tempo em que reclamou da falta de políticas estruturais do governo federal que possam proteger adequadamente o vulgo setor de adversidades climáticas. Comparando a atenção voltada para os produtores rurais do Brasil com a recebida pelos profissionais do campo dos Estados Unidos, ele foi taxativo em pontuar: por aqui não existe seguro agrícola que garanta uma atuação justa. Em diferença gigante, enquanto no Brasil são destinados por safra, em média, R$400 milhões, nos EUA a soma alcança R$7 bilhões.

“É importante sermos unidos diante desse quadro de extrema dificuldade. Sejamos fortes, façamos ecoar vozes”, pediu o presidente da Faeg.

Avaliando como positiva a reunião, Ozires frisou que a Faeg exerce papel fundamental e, se tratar de luta por um direito que cada produtor possui. “É uma realidade mais crítica do que foi imaginado. Ninguém queria isso e o produtor não pode se vê afetado na próxima safra, em função do que é visto hoje. Precisamos agir e resolver com a maior rapidez possível”. Palavras de Ozires.

Vice-presidente do Sindicato Rural de Uruaçu (SRU), Túlio Garcia comentou ao JC que a família dele jamais viu situação tão crítica assim, dentro de Uruaçu, prejudicando o produtor. “A busca desse respaldo, com apoio da Faeg e da CNA, é importante para os produtores, que estão enfrentando perdas significativas”, expressou.

Leia mais na submatéria.

 

 

Impeachment: ‘Essencial para a volta do crescimento econômico’

Em assunto de grande repercussão no Brasil, José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), fez considerações a respeito do posicionamento pró-impeachment apresentado pela entidade, comentando que das 27 Federações da Agricultura e Pecuária brasileiras, 26 apoiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Crendo que o processo de impeachment também será aprovado no Senado, igualmente foi na Câmara dos Deputados dia 17 de abril, o dirigente sublinhou o que vem externando há dias: será o início do processo de reconstrução do país. “A Faeg vinha trabalhando em prol da aprovação do pedido por entender que o impeachment é essencial para a volta do crescimento econômico, com equilíbrio e harmonia entre os brasileiros. Para isso, a entidade contou com o valioso apoio dos produtores rurais e de representantes dos principais movimentos sociais urbanos”, já havia destacado em ocasião anterior.

Na reunião emergencial de 3 de maio em Uruaçu, e falando ao Jornal Cidade José Mário disse que o Brasil levará cerca de 30 ou 40 anos para se recuperar do estrago causado pela lama da corrupção. Mais: adiantou que, por acompanhar atenciosamente o desenrolar de muitas investigações em Brasília, tem conhecimento que novas investigações e, revelações ainda mais assustadoras estão por vir, resultando em prejuízo maior para a população em geral. “Isso que ‘está aí’ é só o começo. Vocês verão!”.

Ministra

Sobre o posicionamento da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, senadora licenciada e presidente licenciada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, José Mário ponderou respeitar o posicionamento dela, aliada de Dilma. A CNA deve se opor ao retorno de Kátia a presidência da entidade? Ele respondeu ser uma decisão íntima, “escolha pessoal tem custo” e, que Kátia lida com oposição interna natural da diretoria da CNA, que está descontente com sua defesa do governo. “Ela resolveu ficar do lado do governo, nós, produtores, continuamos do mesmo lado onde sempre estivemos”, explicou na reunião.

Dia 29 de março, Kátia disse na Comissão Especial do Impeachment do Senado que o atraso no pagamento de subsídios do Tesouro Nacional para os bancos públicos – processo que ficou conhecido como pedaladas fiscais –, não representa operação de crédito.

Em informações do Portal G1, o governo federal anunciou na manhã de 4 de maio, a liberação de R$202,88 bilhões em crédito para o Plano Agrícola e Pecuário do período 2016/2017, linha de financiamento destinada ao médio e grande produtor. Na cerimônia, Kátia Abreu encerrou sua fala se dirigindo à presidente Dilma, afirmando ter “muito orgulho” de participar do governo porque sua “paixão” é trabalhar pela agropecuária do país. Pronunciou também que “muito entristece” ao ver acusações contra a presidente. Sobre a possibilidade de Dilma deixar o governo, a ministra externou: “Se isso for verdade e se isso se concretizar, eu quero ser corresponsável nesses atos porque foi na CNA e como ministra que sugeri à presidente investir na agricultura porque teria um retorno direto na economia”.

Argumentado pelo JC sobre que perfil deve ter o novo ministro da Agricultura em eventual governo Michel Temer (PMDB), hoje vice-presidente, José Mário respondeu que a Faeg, a CNA, os produtores, a população em geral esperam por bons ministros e que eles trabalhem o mais corretamente possível. “Que seja o ministro da Agricultura, o da Justiça, o do Meio Ambiente, daí por diante. Que eles trabalhem bem e que deixem, nós, produtores e o povo, trabalharmos também”.

Safra 2016/2017

Na mesma data em que o governo federal anunciou a liberação de recursos para o próximo Plano Agrícola e Pecuário, o presidente da CNA, João Martins, teceu considerações, ladeado pelo vice-presidente José Mário Schreiner.

Em informações da Assessoria de Comunicação da Faeg, “fez-se um documento, que não foi levado em consideração. A classe não foi ouvida”, informou João Martins. “A CNA participou da construção dos últimos Planos. Este ano, realizou uma ampla consulta aos produtores, visitando todas as regiões do país para instruir o governo sobre as necessidades e expectativas do setor. Mas quando a nossa entidade estava com as propostas consolidadas, a audiência de entrega ao Ministério da Agricultura foi inesperadamente cancelada”.

O principal motivo do Plano Safra ter sido alvo de críticas no 4 de maio, por parte do setor produtivo foi o fato de que o atual governo se encontra sob processo de impedimento no Senado. Dentro de poucos dias, se admitido o processo, a presidente Dilma será afastada do exercício do cargo, juntamente com ministros e auxiliares. A entidade acredita que é provável que este Plano tenha de ser ratificado e inteiramente regulamentado. “Além disso, o documento ainda precisa passar pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central”, exclamou José Mário, que fez questão de ratificar a falta de verba específica para o Seguro Rural.

(Jota Marcelo – JC Online)

 

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